A Reforma Trabalhista e o desenvolvimento tecnológico no Brasil

Na área de serviços de TI o custo de pessoal gira em torno dos 65% (sessenta e cinco por cento) dos gastos. Assim, os custos com profissionais representam uma parcela considerável da estrutura financeira do negócio

O setor de Tecnologia da Informação (TI) é um dos poucos que há anos vem mantendo um sólido e constante crescimento em todo o mundo, visto ser protagonista de primeira hora da revolução digital que a informática e a internet vêm proporcionando na economia e na vida das pessoas.

O Brasil é considerado o sétimo maior mercado do mundo, ficando atrás apenas dos países líderes do setor (EUA, China, Japão, Reino Unido, Alemanha e França). Em 2015, o mercado mundial de TI, movimentou mais de US$ 2,2 trilhões, segundo a International Data Corporation (IDC). Na América Latina, o Brasil é o líder do mercado com 49% dos investimentos da região e cerca de 1,8 milhão de profissionais empregados. As empresas de software e de serviços de informática respondem por 45% do mercado brasileiro de TI e 78% das exportações brasileiras no segmento.

O Brasil poderia produzir muito mais, mas nos últimos anos ao invés de revermos às necessidades do setor, criar “de fato” políticas de incentivo, sofremos com o aumento da alíquota de 2% para 4,5% de contribuição previdenciária sobre a receita bruta. Um aumento que encareceu o custo social do trabalhador tornando os profissionais brasileiros mais caros que seus colegas de outros países. Com isso, o Brasil perde a competitividade. Trata-se de um boicote ao desenvolvimento de novos negócios e ao crescimento econômico, uma vez que os players do exterior têm em seus países legislações trabalhistas bem mais simples em comparação com a nossa. É fundamental, portanto, que a legislação trabalhista seja atualizada e adequada à primazia da realidade.

Diferentemente do ambiente de manufatura, nos quais o componente de mão-de-obra é importante, mas não a maior, na área de serviços de TI o custo de pessoal gira em torno dos 65% (sessenta e cinco por cento) dos gastos. Assim, os custos com profissionais representam uma parcela considerável da estrutura financeira do negócio. A mão de obra neste setor necessita de uma formação mais especializada, com domínio de um segundo idioma, formação em PMI (gerenciamento de projeto) e investimentos no processo de certificação. Essa necessidade faz com que o profissional de informática se torne um dos mais bem remunerados. Isso também faz com que a cadeia produtiva tenha que operar com procedimentos específicos que não condizem com a atual legislação trabalhista, como por exemplo, a contratação de “serviços especializados”. Dessa maneira, a terceirização de serviços (serviços especializados ou complementares) é imprescindível para que as empresas nacionais possam desenvolver e concluir a entrega de projetos.

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A prestação de serviços a terceiros está voltada para a realização de trabalhos determinados e específicos. A inexistência de normas consistentes acerca do contrato de prestação de serviços a terceiros e as relações de trabalho dela decorrentes, prejudica o desenvolvimento econômico e a geração de empregos. Especificamente na cadeia produtiva de TI, com a subcontratação em cadeia produtiva, haveria maior produção de emprego, maior distribuição de renda e mais empreendedores com possibilidade de crescimento. Terceirizar no caso da Tecnologia da Informação significa especializar e melhorar a qualidade do serviço como por exemplo, o desenvolvimento de softwares.

No nosso setor, há tempos, as empresas permitem que seus funcionários adotem o expediente remoto e flexível visando aumentar a produtividade e reduzir os custos operacionais. Por isso, muitos colaboradores trabalham em casa, principalmente pelo tipo de atividade que desenvolvem e pelo horário que precisam estar atentos.

Tão relevante quanto à terceirização é a regulamentação do trabalho temporário. O setor de economia digital constitui-se pelo caráter cíclico dos projetos tecnológicos e, especialmente por este motivo defende-se o contrato de trabalho intermitente. Neste tipo de relação a prestação de serviços será descontínua, podendo, desta forma, ser abarcada por períodos determinados (dia ou hora) e alternar a prestação de serviços e folgas, independentemente do tipo de serviço desenvolvido pelo empregado.

Os serviços desenvolvidos pelo setor de TI impactam diretamente em diversos setores da economia (comércio, indústria ou serviço). Além disso, são essenciais diante das frequentes alterações tecnológicas, como as novas obrigações fiscais, inclusive as implementadas pelo próprio Fisco. É, portanto, imperativo que a Reforma Trabalhista considere a realidade do Século XXI para que a economia possa crescer.

Fonte: CIO | Autor: Edgar Serrano

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Sete passos para elevar a resiliência

Desenvolver a resiliência é fundamental para enfrentar os desafios pessoais e profissionais.

Saber atuar sob pressão, responder rapidamente em momentos de crise, demonstrar criatividade e encontrar soluções, mesmo com poucos recursos, não são tarefas fáceis. Mas hoje, mais do que nunca, é justamente este perfil de profissional que o mercado de trabalho valoriza.

Para quem não sabe, as citadas acima são algumas características da resiliência, um conceito que vem da física e que está tão em alta. Originalmente, a resiliência se refere à capacidade que alguns materiais têm de acumular energia quando submetidos à pressão e, depois de absorver o impacto, voltar ao estado original sem deformação, como se fosse um elástico.

No comportamento humano, a resiliência é a habilidade de se adaptar e superar adversidades, situações estressantes. Isso de forma saudável, construtora, sem ser afetado por elas de modo negativo, permanente. Em outras palavras, uma pessoa resiliente é aquela que:

– Tem energia e disposição para enfrentar dificuldades em vez de se deixar abater;

– É capaz de atuar com competência, mesmo sob forte pressão;

– Antecipa crises, prevê obstáculos e se prepara para lidar com eles;

– Tem atitudes positivas, realistas e firmeza de objetivos;

– Recupera-se mais rapidamente após sofrer revezes e não muda sua essência depois de passar por experiências difíceis.

Desenvolver a resiliência é fundamental para enfrentar os desafios pessoais e profissionais. E também para ser bem-sucedido profissionalmente, uma vez que a pressão por resultados, as mudanças e as crises são constantes.

No mundo atual, quanto mais resiliente for o profissional, maior será sua vantagem competitiva. E maior será sua capacidade de lidar com tudo isso e ainda manter ou aumentar seu bem-estar, além de encontrar mais satisfação.

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Confira 7 passos para você elevar a resiliência:

1) Mantenha o foco no futuro. Olhe para frente e não se prenda ao passado.

2) Mantenha-se motivado. Lute por seus sonhos e objetivos. Quem trabalha por seus ideais não tem tempo para chorar mágoas.

3) Invista em seus relacionamentos. Eles são uma grande fonte de apoio e de encorajamento.

4) Mude o hábito de colocar defeito nas coisas e de ver apenas o que as pessoas têm de pior. Combata o costume de ter uma opinião formada sobre tudo.

5) Redescubra as coisas que lhe dão prazer. Fique atento as suas necessidades. Cuide de sua mente, de seu corpo e de sua saúde.

6) Fique atento às necessidades dos outros. Contribuição e compaixão aumentam a resiliência.

7) Resiliência não é rejeitar ou ignorar as emoções negativas, mas apenas não permitir que elas controlem você. Fique atento!

Autora: Bibianna Teodori | Fonte: CIO/EUA

Como reencontrar a motivação na carreira

Aqui vão algumas injeções de ânimo para recobrar o gás.

Eric Reed sabe uma coisa ou outra sobre armadilhas profissionais. Por exemplo: ao longo dos anos observou gerentes de TI encantados com os muros levantados pela tecnologia para lhes protegerem e esqueceram de usar ferramentas computacionais para atingir benefícios de negócio. Viu, também, outros executivos que conversam nos seus departamentos, mas não possuem habilidade para sair do discurso técnico (que os impossibilita sair de uma posição operacional).

Hoje, ele é grato por ter vencido desafios em sua própria carreira e sustenta o momento. Reed é CTO da GE Capital. Com um objetivo em mente, ele e outros profissionais experientes foram indagados pela Computerworld para dar alguns conselhos sobre como não encalhar na carreira de tecnologia em uma posição de gerência média. Veja.

Faça um mapa – Tão importante quanto saber onde você quer chegar é como você vai fazer para chegar até lá. Piera Palazzolo, vice-presidente da Dale Carnegie Training, especialista em gestão de melhoria de negócios, recomenda começar o processo com uma autorreflexão. Ter um mapa em mãos permite saber como as coisas têm evoluído ou não. Outra dica é conversar com profissionais que admira, dentro e fora da companhia, para determinar como essas pessoas chegaram onde chegaram, o que fizeram para isso e, eventualmente, descobrir quais as posições se abriram em sua empresa ou mercado.

Tente novas perspectivas – Muitos gostam de falar do conceito de “transitar pelo chão de fábrica”. Mas James Stanger, diretor de desenvolvimento de produtos da CompTIA, sugere ir além das conversas com níveis distintos de sua organização e aconselha indagar os próprios clientes de sua empresa para ver como enxergam o mundo. “Nas posições de gerência média, devido a exigências da rotina, as pessoas tendem a ficar meio cegas e não se colocarem no lugar dos outros”. Experimente perguntar aos seus interlocutores: “O que você acha sobre determinado problema? Qual a sua perspectiva? Poderia explicar sua necessidade sobre esse tema?”.

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Encontre oportunidades de liderança – Para continuar a aperfeiçoar suas habilidades de liderança, procure oportunidades – especialmente aquelas fora do seu departamento. “Trabalhos, mesmo que voluntários, que lhe exponha a contatos com diretores é sempre uma boa. Saia do seu silo que, com isso, mais pessoas saberão quem você é”, diz Carly Goldsmith, especialista em carreira. Ela sugere procurar projetos e comitês que lhe ajudem a desenvolver novas habilidades.

Seja perfeccionista – Claro que ninguém é perfeito, portanto, a mensagem aqui é: procure mais responsabilidades e desempenhe sua função de maneira que extrapolem as expectativas. Sean Andersen, diretor de serviços interativos do parque de diversões Six Flags, trabalha com gerentes de TI espalhados por 18 sites. Ele percebe que aqueles profissionais apenas preocupados em “manter a casa em ordem”, normalmente, passam desapercebidos. Agora, os que se arriscam em alguns projetos ganham pontos em oportunidades futuras.

Aprenda constantemente e compartilhe suas descobertas –Proteja-se de ficar obsoleto. Eis um conselho valioso tanto para atributos de ordem técnica quanto gerencial. Todo mundo precisa construir constantemente novas habilidades e reciclar conceitos antigos. “A ideia é permanecer em constante aprendizado”, comenta Stanger, da CompTIA. Busque cursos, certificações, etc. Quem é igual aos outros trabalhadores terá que trabalhar mais para se diferenciar.

Compense seus defeitos – Reed, CTO da GE Capital, admite que, no passado, não pensava muito sobre o impacto de suas decisões sobre outras pessoas. Com isso, não via muitos problemas até que eles estourassem em suas mãos. No longo prazo, isso pode minar uma carreira. Agora, ele tenta ficar atento aos “pontos cegos” de suas capacidades e trabalha para manter em mente que precisa compensar isso de alguma forma. “Ouça os membros de sua equipe, seus pares e seus supervisores”, aconselha Bernadette Rasmussen, vice-presidente e CTO da Health Care Service Corp. (HCSC).

Saiba como sua empresa ganha dinheiro… – não basta ter uma noção genérica de como a roda gira na sua companhia. Os requerimentos são cada vez mais elevados. Assumir uma posição de liderança exige que se saiba como a organização opera e, o mais importante, como ganha dinheiro. “Muitas pessoas simplesmente não ligam para isso”, observa Reed, que aconselha gastar mais tempo com colegas das divisões de negócios para colher insights que lhe ajudem a tomar decisões mais espertas, mesmo que sejam para ser aplicadas apenas no departamento de TI. Se esse for o caso, compreenda quais ferramentas tem maior impacto no resultado da companhia e priorize esse tipo de projeto.

… e use o conhecimento aplicado a resultados de negócio – Um gerente médio de TI certamente conhece bastante de tecnologias. Aqueles que aspiram por uma posição no C-Level deve estabelecer determinadas prioridades para entender como suas entregas e prioridades beneficiam a companhia. Resumindo: mostre o ROI. “É preciso mudar a perspectiva de apresentar os benefícios da tecnologia para apresentar a forma como aquela tecnologia impacta nos resultados da organização”, comenta Rasmussen da HCSC. “Conecte pontos e de uma perspectiva de adição única de valor a suas atividades”, adiciona.

Seja o especialista que as pessoas procuram – Seja mais do que aquele cara que sabe bastante sobre determinado assunto… seja “O” cara. Theresa Caragol aprendeu isso durante sua escalada nas estruturas corporativas. “Se você é o melhor e tem profundo conhecimento, as pessoas dirão ‘quer entender sobre determinado assim? Precisa conversar com aquela pessoa’”, afirma a executiva que agora é vice-presidente de canais da Extreme Networks que se posiciona como especialista em software-defined networking (SDN).

Não puxe o tapete – Quem quer brilhar, precisa saber fazer o time também brilhar. Assim, talvez, ao invés de puxar o tapete do seu atual diretor, o melhor seria fazer ele crescer na organização e, a medida que ele sobe de posição, puxa você para cima também. Tenha conversas francas e regulares com esse profissional expondo seus objetivos e interesses. Coloque o mesmo esforço naqueles que estão abaixo de você, o que pode ajuda-lo bastante a ter a atenção pela qual luta.

Evite tropeços – Para evoluir de maneira menos dolorosa possível, preste atenção esses três pontos:

1. Não espere sentado por uma oportunidade. Dificilmente ela cairá do céu

2. Não enrole em um trabalho que não gosta ou que não é adequado. Isso o deixará desmotivado

3. Não se esconda. Ficar preso na zona de conforto não é uma alternativa

Fonte: CIO.com.br