Qual certificação de TI é a mais adequada?

Especialistas atentam para a importância de refletir sobre o tipo de certificação que se está buscando antes de investir tempo e dinheiro

Aquele certificado de TI pode parecer ótimo no papel, mas será que realmente se encaixa às suas exigências? Antes de investir tempo e recursos financeiros, especialistas aconselham a refletir sobre o tipo de qualificação que se está buscando e como isso se alinha a seus objetivos de carreira. Eles recomendam responder as perguntas abaixo.O certificado é valorizado pelo seu empregador ou sua indústria?
Se o certificado é reconhecido ou exigido no seu setor, então vale a pena considerar. Se não, você precisa ter o dobro de certeza que o ele faz sentido no seu plano de carreira antes de se comprometer.

O certificado é acreditado?
Infelizmente, a maioria dos certificados em TI – incluindo alguns recomendados aqui– não são acreditados por terceiros, de acordo com Roy Swift, diretor de desenvolvimento da força de trabalho na ANSI. “Certificados acreditados são revistos pelos experts da indústria, que se certificam da relevância do conteúdo e de que os testes são justos e provam competência”, explica.

Alguns certificados não avaliam de forma rigorosa o conhecimento e as habilidades das pessoas e os empregadores sabem disso, o que significa que você pode ser deixado de bolsos vazios e sem perspectivas de emprego caso escolha mal.

Ele é citado como exigência em anúncios de emprego?
Se a resposta for positiva, é um bom indicador de que o certificado tem peso para os potenciais empregadores. Possuí-lo não garante o trabalho, mas pode ajudar a conseguir uma entrevista.

Seu foco é amplo ou específico a determinado fornecedor?
Em geral, certificados amplos como o CompTIA são mais valorizados que os específicos, a menos que estes estejam relacionados aos fornecedores principais da indústria de TI, como Microsoft e Cisco. Mesmo assim, muitos profissionais de tecnologia preferem credenciais genéricas. Você pode trabalhar com sistemas Windows ou roteadores Cisco hoje, mas seu próximo emprego pode ser em uma empresa que use produtos Red Hat ou Juniper Networks – neste caso, uma formação mais ampla viria a calhar.

Qual é seu custo real?
Certifique-se também de incluir todos os custos de preparação e não só o do exame. Você consegue fazer tudo virtualmente, através de e-learning e livros ou precisará desembolsar US$ 3 mil em aulas? “Descubra de antemão se existe alguma condição prévia que exija sua presença em um curso anterior ao exame, pois isso aumentaria substancialmente os custos”, recomenda Jim Zimmermann, da Skillsoft.

Você tem acesso ao que precisa para praticar o que aprendeu?
Alguns certificados exigem passar tempo considerável familiarizando-se com o hardware ou software em questão. Se você não tem acesso ao que é requisitado em casa ou no trabalho, então pode precisar assistir aulas ou usar um simulador, como o Virtual Practice Labs da Skillsoft. Esses custos se acumulam, então certifique-se de ter o dinheiro necessário antes de se comprometer.

Algumas indicações

Adquirir um certificado em TI para alavancar sua carreira não precisa te levar à falência. Os custos associados com a obtenção de algumas qualificações costumam ser altos, mas existem outras capazes de despertar o interesse dos empregadores bastante acessíveis em custo e dedicação.

A Computerworld EUA pediu que especialistas da indústria de treinamento listassem quais seriam suas principais escolhas entre os certificados relativamente baratos, de fácil obtenção e qual é o valor dado a eles pelos empregadores. Os certificados que satisfazem os critérios tendem a ser básicos, indicados aos novatos no assunto e aos profissionais de TI que desejam desenvolver habilidades em outras áreas correlatas as quais trabalham atualmente.

Confira na lista se o certificado que tem em mente é uma boa escolha:
1. CompTIA A+
Esse é o certificado fundamental para quem está começando em TI. O CompTIA A+, que abrange as habilidades necessárias para a configuração e manutenção de PCs (incluindo laptops) e dispositivos móveis, é um dos 17 certificados oferecidos pela CompTIA, uma associação comercial sem fins lucrativos altamente respeitada na indústria. O A+ é um certificado base que pode qualificá-lo para um emprego e é citado como exigência por algumas empresas. “O CompTIA A+ é amplo, não tem pré-requisitos e você pode estudar tudo o que precisa online ou por meio de livros”, orienta Jim Zimmermann, diretor de marketing de produtos no fornecedor de e-learning Skillsoft.

As despesas ligadas ao certificado incluem o preço dos dois exames – US$ 188 cada – mais um livro de estudos, que fica entre US$ 50 e US$ 80. “Se você já tem experiência, dedicar algumas horas com um livro preparatório deve ser suficiente”, afirma James Stanger, diretor sênior de certificação de gerenciamento de produtos na CompTIA.

2. Microsoft Technology Associate
A Microsoft oferece o certificado centrado em produtos MTA em três setores: infraestrutura de TI, banco de dados e desenvolvimento. Você pode conquistar um certificado MTA ao passar em qualquer prova em um desses três setores, de Windows Server Administration Fundamentals no setor de Infraestrutura de TI a Software Testing Fundamentals no setor de Desenvolvimento. As provas custam US$ 115.

3. VMware Certified Associate
“O certificado VCA da VMware permitirá que você comece sua carreira com uma das mais populares tecnologias de virtualização da indústria e ainda exige uma quantidade baixa ou moderada de tempo e comprometimento”, exalta Greg Timpany, gerente de marketing da empresa de treinamento Global Knowledge.
A VMware oferece variações do VCA em três áreas: virtualização de data center, computação em nuvem e mobilidade. As provas de cada categoria custam US$ 120 (cada) e a empresa oferece um programa de e-learning gratuito para cada tópico. Não há pré-requisitos e não é preciso ter acesso a produtos VMware para estudar e passar nos exames.

4. Cisco Certified Entry Networking Technician/Cisco Certified Network Associate Routing and Switching ou CompTIA Network+
Se produtos da Cisco são essenciais para sua vida profissional, considere um certificado Cisco, mas pule a credencial de nível inicial Cisco Certified Technician (CCT). “A CCNA Routing and Switching é um jeito melhor de começar, a menos que você não tenha nenhuma experiência em rede”, aconselha Stanger.

O Cisco Certified Entry Networking Technician (CCENT) é o primeiro certificado a se obter para eventualmente ir atrás da credencial Cisco Certified Network Associate (CCNA) Routing and Switching, que abrange a administração e manutenção de roteadores e switches de alcance médio da Cisco — ou, nas palavras de Timpany: “A rampa de lançamento para uma carreira com tecnologias Cisco.” O CCNA Routing and Switching consiste em duas provas de US$ 150 cada: Interconnecting Cisco Networking Devices Part 1 (ICDN1, o certificado CCENT) e ICND2. Você também pode realizar uma prova acelerada por US$ 295.

A Cisco recomenda (mas não exige) de um a três anos de experiência para a obtenção desse certificado.

5. Fundamentos ITIL
O certificado ITIL Foundation é o ponto de início para o entendimento do gerenciamento de serviços de TI e os fundamentos da transformação de processos de negócio. “Praticantes com um certificado de ITIL Foundation podem facilmente ganhar mais de 90 mil dólares por ano”, ressalta Timpany, em casos em que o empregador tenha adotado práticas Information Technology Infrastructure Library.

Este é o único certificado ITIL sem pré-requisitos. A Axelos, que gerencia o programa ITIL, não estabelece os preços ou ministra as provas, mas a Global Knowledge cobra US$ 170 por um teste presencial e US$ 190 por um online. Aqueles que conseguem o certificado podem tentar a obtenção dos módulos ITIL Intermediate Level, focados em seus diferentes aspectos. Cada um dos nove módulos requer a conclusão de um curso de formação acreditada e recomendam-se pelo menos dois anos de experiência em TI.

Fonte:CIO.com.br | Autor:Robert L. Mitchell

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Seis habilidades profissionais que serão valorizadas em 2015

Há oportunidades no horizonte. Listamos seis pontos importantes para quem quer se destacar no próximo ano.

Quais habilidades os profissionais de TI deveriam acrescentar em suas “caixas de ferramentas” nos próximos doze meses? Para descobrir a resposta a essa pergunta, a CIO.com indagou especialistas e tentou direcionar o comportamento e interesse das organizações na busca por colaboradores – indicando quais serão mais procurados e bem pagos. A ideia, com isso, é também ajudar no direcionamento da carreira para o médio e longo prazo.

David Foote, analista e líder de uma consultoria que leva seu sobrenome, preparou um questionário e coletou informações junto a 734 profissionais. Abaixo, ele lista as habilidades mais valorizadas no próximo ano.

1. Nuvem – A adoção tecnologias em nuvem segue uma escalada constante. Aos poucos, o modelo passa a uma posição de protagonista dentro das organizações, com algumas consultorias indicando que cloud já faz parte da rotina de 90% dos departamentos de TI mundo afora.

“As empresas descobriram, de fato, a computação em nuvem há cerca de quatro anos e o contexto tem sido volátil desde então. Agora: as companhias vão continuar a investir em cloud? A resposta é ‘sim’”, enfatiza Foote, reforçando que trata-se de uma área que puxará a contratação de pessoas que tenham talento e habilidade nesse quesito.

2. Arquitetura – À medida que novos conceitos avançam, as estruturas organizacionais e sistêmicas ganham ainda mais complexidade. Com isso, as companhias passam a se preocupar mais em criar uma arquitetura eficiente que permita adicionar valor e velocidade a operações.

“Sabemos que muitas empresas estão transformando suas estruturas e arquiteturas tecnológicas de maneira intensa. Nesse caso, tem contratado muitos arquitetos para os processos de reestruturação de negócios e isso é algo que não pode ser ignorado”, direciona o especialista.

3. Big data – Extrair inteligência de grandes volumes de dados é atrativo às organizações por diversos motivos. Infelizmente, algumas empresas mergulharam nas promessas do hype no passado e não colheram os benefícios apontados – o que as fez adotar uma postura mais conservadora.

Contudo, com o amadurecimento e solidificação do conceito, a habilidade em big data retoma importância para as companhias, acredita Foote, que espera crescimento significativo na contratação/valorização de profissionais com esse perfil em 2015.

Logo, adicionar conhecimentos nessa frente ao seu currículo, muito provavelmente, fará de você um profissional mais valorizado.

4. Design de aplicação – Desenvolvimento de aplicações segue como uma área quente. A demanda toca profissionais com habilidade de criarem sistemas tanto para dispositivos móveis quanto para computadores “tradicionais”. Para não ficar em um discurso muito vago, Foote sugere duas frentes para direcionar o foco: JavaFX e interface/experiência dos usuários. As organizações tendem a alavancarem suas estratégias digitais no futuro, o que demandará pessoas com conhecimento em design.

5. Segurança – Os acontecimentos de 2014 ligaram sinais de alerta nas empresas para o próximo ano. A lista de companhias atacadas por cibercriminosos traz nomes como Sony, eBay e Target. “Segurança é uma habilidade em ascensão”, comenta o especialista, prevendo que o tema chegará ao mainstream ainda em 2015.

6. Gestão, processo e metodologia – Saber elementos de gestão de projetos figura como um elemento fundamental nas tarefas de TI. O especialista avalia que essa continuará sendo uma habilidade valorizada no próximo ano. O mesmo vale para o conhecimento de algumas metodologias que ajudem a garantir entregas e melhorias nas operações de tecnologia.

Fonte: Computerworld / EUA

Os 10 Mandamentos da ITIL

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Quando falamos de ITIL®, NÃO existe a obrigação para se implementar os processos exatamente como os livros os descrevem. Um dia, várias empresas e pessoas envolvidas no gerenciamento de serviços de TI resolveram trocar experiências. Algum tempo depois, elas chegaram a um consenso sobre o que eram as melhores práticas de mercado e posteriormente registraram isso em livros que se tornaram a “famosa” biblioteca ITIL®. Porém, alguns erros e gargalos na implementação dos processos são tão óbvios e atrapalham tanto a prática de implantação, que resolvi inovar e criar os 10 “mandamentos” da ITIL® ( mas eles poderiam ser muito mais que 10… escrevam contribuições a respeito nos nossos comentários desse post). São eles:

1. Amarás a ITIL® com a ti mesmo.

Não desista! O gerenciamento de serviços de TI de uma organização e a melhoria dos níveis de maturidade dos processos tende a melhorar com o passar do tempo. Não adianta andar com a biblioteca da ITIL® debaixo do braço, estudar horrores e achar que do dia para a noite todos os “stakeholders” de uma organização vão migrar de uma cultura voltada a produtos para uma cultura voltada a serviços. É um processo lento, algumas vezes solitário e quase sempre árduo. Um processo de “catequização” que levará a mudança de cultura de uma organização. Siga em frente, motive seu time, mostre o valor agregado do gerenciamento de serviços, aposte nos ganhos rápidos e aos poucos essa cultura ganhará mais espaço em sua organização.

2. Não acharás que é TI (Tecnologia da Informação) quem dita as regras.

Um dos principais objetivos da ITIL® é fazer com que a TI contribua para que a organização atinja seus objetivos de negócio. Por isso, não adianta a área de TI assumir que entende o que é importante para a empresa e tomar as decisões por si mesma. É preciso OUVIR O CLIENTE. É preciso entender quais são os objetivos de negócio. Nenhum conhecimento técnico será suficiente para trazer resultados, se a TI tomar decisões que não auxiliam no atingimento das metas da organização. Provavelmente serão feitos investimentos em recursos e tecnologias desnecessários… Hoje em dia ninguém deseja “queimar” dinheiro, não é mesmo? Pecado mortal esse…

3. Não implementarás gerenciamento de configuração sem um bom processo de gerenciamento de mudanças para auxiliá-lo.

Parece simples, mas não é. É o Gerenciamento de Mudanças quem informa ao Banco de Dados de Gerenciamento de Configuração o que e quais serão os itens de configuração alterados durante uma alteração no ambiente de TI. Podemos, portanto, ter o melhor Banco de Dados de Gerenciamento de configurações do mundo, contratar a mais competente consultoria para implementá-lo, para definir o  escopo mais adequado e contratar ferramentas perfeitas para mantê-lo – sem um processo adequado de gerenciamento de mudanças,  os itens de configuração serão alterados, novos itens serão adicionados na infra e em pouco tempo, pouquíssimo tempo mesmo, o Banco de Dados de Gerenciamento de Configurações estará completamente desatualizado. Se você já começou um projeto de implementação de Gerencia de configurações em sua organização e ainda não tem um processo de mudanças, aconselho a rever o projeto ou tomar muito calmante para explicar para o CIO porque os benefícios que foram vendidos com o processo não estão chegando…

4. Jamais atribuirás o papel do Gestor de Problemas e de Gestor de Incidentes para a mesma pessoa.

Alguns processos têm interesses conflitantes e esse é um exemplo claro! A gerência de incidentes tem o objetivo de restabelecer a operação do serviço o mais rápido possível. A gerência de problemas tem o objetivo de investigar cuidadosamente para identificar a causa raiz de um incidente crítico ou vários incidentes recorrentes, não se preocupando com o tempo, mas com a qualidade da investigação. Imaginem o grande conflito de interesses, quando determinamos a mesma pessoa para ser gerente de incidentes e problemas? Ela priorizará o atendimento de incidentes ou a investigação? Essa nem vou responder, vou deixar para vocês pensarem…

5. Treinarás o pessoal da Central de Serviços periodicamente.

Já foi assunto de inúmeros posts, parece uma situação bem óbvia, mas quase sempre é negligenciado. Não adianta cobrar qualidade de atendimento de uma central de serviços, onde as pessoas responsáveis pelo contato com o usuário não são treinadas. Elas precisam receber, periodicamente , além de treinamento técnico, treinamento comportamental, saber como atender um telefonema, como lidar com o usuário e como responder as questões técnicas. Precisam saber utilizar a base de conhecimento, uma de suas principais ferramentas de trabalho. Sem treinamento, a Central de Serviços é um barco a deriva, esperando um vento mais forte (ou um evento mais crítico) para afundar.

6. Não subestimarás a satisfação dos usuários e dos clientes.

Ouça o cliente e instigue-o a expressar sua opinião a respeito do gerenciamento de serviços de TI. Revise os níveis de serviços atingidos e os não atingidos e atue na melhoria contínua de ambos (sim, também é possível melhorar o que já está bom, se isso for interessante para o negócio). Não deixe tudo parado, como se nada estivesse acontecendo. Não espere seu cliente lhe procurar para manifestar sua insatisfação, pergunte como ele se sente! Existem dois tipos de detectores de satisfação: o termômetro da satisfação do cliente é o gerente de nível de serviço e a voz dos usuários para TI é o Service Desk. Utilize esses meios e atinja os melhores fins!

7. Não acharás que uma certificação será suficiente para implementar os processos na prática.

Na teoria a prática é outra. Já ouviram essa frase? Pois é, essa é a mais fiel realidade quando falamos de gerenciamento de serviços de TI. Resumindo: somente conhecimento teórico, diplomas e certificados, apesar de ajudarem (e muito!), não garantem uma boa implementação. É preciso trocar experiências com pessoas que já vivenciaram uma implantação dos processos, é preciso pesquisar , conhecer o negócio e principalmente ter paciência. É como “andar de bicicleta”. Quanto mais você pratica, melhor fica. Atenção para a palavra: PRÁTICA.

8. Não recusarás o suporte dos outros modelos e frameworks.

As bibliotecas da ITIL® trabalham muito bem com outros frameworks e modelos, como o COBIT , a ISO 20000 e modelos de gestão de projetos. Através deles é possível obter maior controle para as melhores práticas, maior entendimento e maior eficiência e eficácia na operação e entrega de serviços. Pesquise como eles podem interagir. Na Internet existem inúmeros vídeos e publicações a respeito e em nosso site já colocamos alguns posts sobre esse assunto. Só aplicar as melhores práticas da ITIL® é muito bom, suportá-las por outros controles e modelos é melhor ainda!

9. Não acharás que a gerência de disponibilidade serve somente para medir quantas horas um recurso de TI está operando (ou não!).

Princípio 2 da Gerencia de Disponibilidade (retirado do livro versão  ITIL® – Entrega de serviços) :“Reconhecer que, mesmo que as coisas deêm errado,  ainda assim é possível alcançar o objetivo do negócio e a satisfação do Cliente”. Um servidor caiu. Será que mesmo assim é possível manter a satisfação do cliente? A gerência de disponibilidade garante que sim, porque ela não se preocupa apenas em manter o serviço operando. Quando algo errado acontece, ela também cria condições e pode suportar para que esse serviço seja recuperado mais rapidamente. Que tal “clusterizar” um servidor que suporta um processo crítico para o negócio após um estudo da gerência de disponibilidade?

Outra parte muito interessante dessa gerência é que ela também oferece técnicas interessantíssimas para avaliar qual será a disponibilidade projetada para um novo serviço. Essas técnicas podem ser aplicadas inclusive para aumentar a confiabilidade, disponibilidade e segurança de um serviço que ainda nem entrou em produção, alterando o desenho proposto para melhorá-lo. Sim, esse é um processo muito nobre da nossa biblioteca e muitas vezes esquecido ou subestimado…

10. Não acharás que o Gerenciamento Financeiro é um processo “chato” da biblioteca.

Eu entendo. A maior parte das pessoas que trabalham com TI, não gosta muito de finanças. É um mundo um pouco estranho para quem está acostumado com termos técnicos, sistemas e máquinas. Mas é um “mal” necessário. Aliás, imprescindível. A TI precisa começar a “se vender”. É preciso mostrar porque determinado investimento em TI custa caro muitas vezes, o retorno que aquele investimento trará para o negócio e como esses custos serão controlados. TI precisa profissionalizar-se, ser operada como uma área de negócio e não somente um processo de apoio dentro de uma organização. Entender termos como : Retorno sobre o investimento (ROI) e Custo Total de Propriedade (TCO), não é mais opcional. Afinal, você, diretor de TI, tem idéia de quanto custa para sua organização manter esse notebook que você está utilizando? Pergunte ao processo de gestão financeira. Ele terá a resposta.

Fonte: Communit.com.br