Dez tendências tecnológicas estratégicas para 2018, segundo o Gartner

Inteligência Artificial, Realidades Virtual e Aumentada, além de tecnologias relacionadas com Internet das Coisas são avanços para manter permanentemente no radar

O Simpósio do Gartner/ITxpo 2017, realizado na semana passada em Orlando, nos Estados Unidos, serviu de palco para o anúncio das principais tendências tecnológicas estratégicas que poderão afetar a maioria das organizações em 2018.

Uma “tendência tecnológica estratégica” é algo que tem um potencial disruptivo elevado e que está começando a sair do estado emergente ou algo que apresenta uma evolução de crescimento acelerada com um nível elevado de volatilidade e que deverá atingir um pico durante os próximos cinco anos, explicam os analistas da consultoria.

“As 10 tendências tecnológicas estratégicas para 2018 estão relacionadas fundamentalmente com o ecossistema de Inteligência Digital. IA estará na base de todos os negócios digitais”, diz David Cearley, vice-presidente, analista e parceiro do Gartner. “Os líderes de TI têm de ter em conta estas tendências tecnológicas nas suas estratégias de inovação ou correm o risco de perder terreno para aqueles que o fizerem”, afirma o executivo.

As primeiras tendências tecnológicas estratégicas para 2018 estão relacionadas com a Inteligência Artificial e a aprendizagem automática e o modo como estão se infiltrando em praticamente tudo, representando uma área de concorrência forte para os fabricantes de tecnologia nos próximos cinco anos. As quatro tendências seguintes focam-se na mistura entre os mundos digitais e físicos para criação de um ambiente imersivo e digitalmente enriquecido. Finalmente, as três últimas dizem respeito à exploração das relações entre pessoas e empresas, dispositivos, conteúdos e serviços para disponibilizar negócios digitais.

1 – Alicerces da IA
Criar sistemas que aprendem, adaptam-se e agem potencialmente de forma autônoma será um dos principais campos de batalha para os fabricantes de tecnologia, até pelo menos 2020. A capacidade de utilizar a IA para melhorar a tomada de decisões, reinventar modelos e ecossistemas de negócio e melhorar a experiência do consumidor vai começar a compensar as iniciativas digitais até 2025. 

“As técnicas de IA estão evoluindo rapidamente e as organizações vão precisar investir significativamente em competências, processos e ferramentas para poder explorar essas técnicas com sucesso e construir sistemas melhorados de IA”, diz Cearley. “As áreas de investimento podem incluir a preparação e integração de dados, algoritmos e seleção de metodologias de criação e treinamento de modelos. Múltiplas disciplinas, incluindo Ciência de Dados, programação e gestão do negócio vão precisar de trabalhar juntas, em harmonia.”

2 – Aplicações e análise inteligentes
Durante os próximos anos, virtualmente todas as aplicações, fixas ou móveis, além dos serviços, vão incorporar algum tipo de Inteligência Artificial. Algumas das apps não poderão existir sem a IA e o Machine Learning. Outras serão utilizadores discretos de IA, atuando nos bastidores.

As apps inteligentes criarão uma nova camada intermediária de inteligência entre as pessoas e os sistemas e terão o potencial de transformar a natureza do trabalho e a estrutura do local de trabalho.

“Explorar as apps inteligentes é uma forma de aumentar a capacidade humana e não apenas uma forma de substituir as pessoas”, diz Cearley. “A ‘analítica aumentada’ é uma área de crescimento particularmente estratégica,  que  começará a tirar partido do Machine Learning para automatizar a preparação de dados, a descoberta de visões aprofundadas  e o compartilhamento das mesmas com um maior número de usuários de negócio, trabalhadores operacionais e cientistas de dados.

A IA constitui o próximo grande desafio em um vasto conjunto de segmentos de software e serviços, incluindo temas  da gestão do negócio (como os ERPs). Os fornecedores de software e serviços em pacote devem delinear a forma como vão utilizar a IA para acrescentar valor de negócio em novas versões na forma de análise avançada, processos inteligentes e experiência avançada do usuário.

3 – Coisas “inteligentes”
As coisas inteligentes são objetos físicos, mas que vão além da execução de modelos de programação rígidos, e tiram partido da IA para suportar os seus funcionamentos avançados e  interagir mais naturalmente com sistemas e pessoas. A IA está contribuindo para o desenvolvimento de novas coisas inteligentes (automóveis autônomos, robôs ou drones) e para melhorar as capacidades de coisas que já existem (tal como a Internet das Coisas ligou o consumidor aos sistemas fabris). 

Atualmente, a utilização de veículos autônomos em ambientes controlados (agricultura ou mineração) é uma área de crescimento acelerado das coisas inteligentes. Até 2022, iremos provavelmente ver exemplos de veículos autônomos em estradas bem delimitadas e controladas, mas a utilização generalizada irá, incialmente, obrigar a ter alguém no lugar do condutor em caso de falha inesperada da tecnologia”, considera Cearley. “Pelo menos nos próximos cinco anos, antecipamos o domínio de cenários semi-autônomos, híbridos, que obrigarão a ter um condutor humano. Durante este período, os fabricantes vão continuar a testar a tecnologia, ao mesmo tempo que as matérias não-tecnológicas, como as questões legais e de aceitação cultural, vão sendo acauteladas”.

4 – Gêmeo digital
O gêmeo digital diz respeito à representação digital de uma entidade ou sistema do mundo real. No contexto da internet das Coisas, os gêmeos digitais são particularmente promissores nos próximos três a cinco anos.

Estes gêmeos digitais estão interligados com as suas partes no mundo real e são utilizados para compreender o estado das coisas ou dos sistemas, dar respostas a mudanças, melhorar operações e adicionar valor.

Em um primeiro momento, as organizações vão implementar gêmeos digitais e, gradualmente, fazê-los evoluir, melhorando a capacidade de coletar e visualizar os dados corretos, aplicar as regras e análises corretas e dar respostas eficazes aos objetivos do negócio.

“Com o tempo, as representações digitais de, virtualmente, todos os aspectos do nosso mundo, estarão dinamicamente conectados com a sua versão no mundo real, e uma com a outra, e terão capacidades de IA integradas para permitir simulações, operações e análises avançadas”, explica Cearley. “Quem planeja as cidades, os ‘marketeers’ digitais, os profissionais de saúde e os gestores industriais vão beneficiar desta mudança de longo prazo rumo à integração ptoporcionada pelos gêmeos digitais”.

5 – Da Cloud às extremidades
A Edge Computing descreve uma tipologia de computação em que o processamento da informação, a coleta e a distribuição de conteúdos estarão próximas das fontes de informação. Os desafios de conectividade e latência, constrangimentos de largura de banda e funcionalidades de maior dimensão estão inseridas nas extremidades dos modelos distribuídos.

As empresas devem começar a usar normas de design para suportar a computação nos extremos das redes, nos seus modelos para a arquitetura de infraestrutura, especialmente aquelas com uma quantidade significativa de elementos de IoT.

Apesar de muitos olharem para a  Cloud e a Edge Computing como abordagens concorrentes, elas são complementares. A Cloud envolve um estilo de computação em que as capacidades tecnológicas escaláveis e elásticas são disponibilizadas como serviços e que não obriga necessariamente a um modelo centralizado.

“Quando utilizados como conceitos complementares, a cloud pode ser o tipo de computação utilizado para criar um modelo orientado para o serviço e uma estrutura de coordenação e controle centralizadas, com a Edge sendo utilizada em um modo de entrega para execução de processos distribuídos e desconectados, em determinados aspectos, do serviço cloud”, assinala Cearley.

6 – Plataformas de conversação
As plataformas de conversação vão levar à próxima mudança de paradigma na forma como as pessoas interagem com o mundo digital. A responsabilidade de traduzir intenções passa do usuário para o computador.

A plataforma recebe a questão ou o comando do usuário e responde executando algumas funções, apresentando algum conteúdo ou pedido informações adicionais. Ao longo dos próximos anos, as interfaces de conversação bem desenhadas vão tornar-se um dos principais objetivos na produção de aplicações, para melhorar a interacção com os usuários e serão distribuídas através de hardware dedicado, funcionalidades “core” nos sistemas operacionais, plataformas e aplicações.

“As plataformas conversação atingiram um ponto de inflexão em matéria de compreensão da linguagem e intenções básicas dos usuários, mas ainda é pouco”, diz Cearley. “O desafio que as plataformas de conversação enfrentam está relacionado com o fato de os usuários terem de se comunicar de forma muito estruturada. O que é, muitas vezes, uma experiência frustrante. O principal diferencial das plataformas  será a robustez dos seus modelos de conversação e da interface da aplicação e modelos de eventos utilizados para acessar, invocar e orquestrar serviços de terceiros para disponibilizar resultados complexos”.

2018tendencias

7 – Experiência imersiva
Enquanto as interfaces conversação estão mudando a forma como as pessoas controlam o mundo digital, as Realidades Virtual, Aumentada e Misturada (ou Combinada, segundo a Intel) estão mudando a forma como as pessoas entendem e interagem com o mundo digital. Os mercados de Realidade Virtual (RV) e Aumentada (RA) são ainda nascentes e fragmentados.

O interesse é elevado, o que resulta em muitas novidades na área de aplicações de RV que se traduzem em um valor de negócio relativamente baixo, exceto nos sistemas de entretenimento avançado, como o dos videogames e vídeos de 360º. Para conseguir lucros tangíveis reais, as empresas devem examinar cenários específicos da vida real em que a RV e a RA podem ser aplicadas para tornar os empregados mais produtivos e melhorar os processos de desenho, formação e visualização.

A Realidade Misturada, por sua vez, como tipo de imersão que funde e alarga as funcionalidades técnicas da RA e da RV, está ganhando terreno,  melhorando a forma como as pessoas vêem e interagem com o seu mundo. A Realidade Misturada é abrangente e tira partido de dispositivos como capacetes e óculos, mas também de aplicações de RA em smartphones e tablets e ainda sensores de ambiente.

A Realidade Misturada pode abranger tudo o que diz respeito à percepção e interação das pessoas com o mundo digital.

8 – Blockchain
A tecnologia de Blockchain está evoluindo de uma infraestrutura de criptomoeda para uma plataforma de transformação digital. É um afastamento radical das atuais transacções centralizadas e sistemas para guardar registos e pode servir de base para negócios digitais disruptivos, tanto para empresas estabelecidas como para startups. 

Embora a promoção exacerbada que envolve a Blockchain tenha sido originalmente focada na indústria de serviços financeiros, a tecnologia pode ter muitas aplicações potenciais, incluindo na Administração Pública, Saúde, indústria fabril , distribuição de mídia, verificação de identidades, registo de títulos e cadeias de abastecimento.

Apesar de ser uma promessa de longo prazo e de as tecnologias associadas serem ainda imaturas, O Blockchain será uma realidade nos próximos dois a três anos, e irá, sem dúvida, criar disrupção, diz o Gartner.

9 – Foco nos eventos
Central nos negócios digitais é a ideia de que as empresas estão sempre prontas explorar novos momentos. Os eventos de negócio podem ser qualquer coisa assinalada digitalmente, e que refletem mudança de estado. Por exemplo, a conclusão de uma ordem de compra.

Com o uso de corretores de eventos, IoT, Cloud Computing, Blockchain, gestão de dados in-memory e Inteligência Artificial, os eventos podem ser detectados mais rapidamente e analisados com mais detalhe. Mas a tecnologia por si só, sem mudança cultural e na liderança, não consegue entregar a totalidade do valor do modelo focado em eventos. 

Os negócios digitais criam a necessidade de uma mudança nos líderes de TI, responsáveis por planejamento, e nos arquitetos, que têm de envolver-se no pensamento por evento.

10 – Adaptação continua do risco e da confiança
Para fazer avançar, em segurança, iniciativas de negócio digital em um mundo de ataques avançados e direcionados, os líderes de segurança e gestão de risco devem adotar uma abordagem de avaliação contínua de risco e confiança (Continuous adaptive risk and trust assessment – CARTA) que permite a tomada de decisões baseadas na confiança e no risco em tempo real com respostas adaptadas. As infraestruturas de segurança têm de se adaptar em qualquer lugar para tirar partido da oportunidade – e gerir os riscos – que advém da disponibilização de segurança que se move à velocidade do negócio digital.

Como parte da abordagem CARTA, as organizações têm de ultrapassar as barreiras que existem entre as equipes de segurança e as de aplicações, através, por exemplo, de processos e ferramentas de DevOps, que mitigam as barreiras entre o desenvolvimento e as operações. Os arquitetos de segurança de informação devem integrar os testes de segurança em múltiplos pontos nos fluxos de trabalho DevOps, de forma colaborativa, de modo transparente para os programadores e que preserve o trabalho de equipe, a agilidade e velocidade das DevOps e agilize os ambientes de desenvolvimento, disponibilizando “DevSecOps”.

A CARTA também pode ser aplicada nos processos de execução com abordagens como tecnologias de ilusão. Avanços em tecnologias como as de virtualização e de redes definidas por software tornaram mais fácil a implantação, gestão e monitoração de “honeypots” adaptativos,  o componente básico de mecanismos baseados em rede, para iludir atacantes.

Fonte: CIO

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Nove forças moldam o futuro da TI

A maioria dos departamentos de TI está sendo obrigado a lidar com automação inteligente, orçamentos de tecnoogia descentralizados, rápida adoção de serviços baseados em nuvem e, mais recentemente, inteligência artificial como uma necessidade comercial

“Se andarmos apenas por caminhos já traçados, chegaremos apenas aonde os outros chegaram”. A frase, atribuída a Alexandre Bell, tem muito a ver com o momento atual da Transformação digital e do papel do CIO.

A Transformação Digital está mudando profundamente o contexto estratégico, alterando a estrutura da competição, a condução dos negócios e eliminando a fronteira entre os setores de indústria.

De uma forma ou de outra, a maioria dos departamentos de TI está sendo obrigado a lidar com automação inteligente, orçamentos de tecnoogia descentralizados, rápida adoção de serviços baseados em nuvem e, mais recentemente, inteligência artificial como uma necessidade comercial.

Graças a essas tendências emergentes e convergentes, a tecnologia está liberando cada vez mais os trabalhadores das tarefas de rotina. Incusive na área de TI.

Para ajudá-lo a se preparar melhor para as mudanças que já estão ocorrendo – e as que ainda virão -, a CIO.com foi conversar com outros líderes de TI e compilou algumas tendências que eles já colocaram em seus radares.

Automação onipresente
Tudo que puder ser automatizado, será. O impacto de veículos autônomos, dos assistentes digitais, e o avanço da Inteligência Artificial (IA) e da robótica, agrupados, têm potencial exponencial para destruir mais empregos do que criar outros.  Há estudos que sugerem que metade das funções de trabalho desempenhadas pelas pessoas, hoje,  já poderiam ser automatizadas usando as tecnologias existentes.

A automação, que vem se difundindo rapidamente, passando de projetos experimentais para aplicação prática no mundo dos negócio, terá um efeito profundo sobre o emprego no futuro, e em várias áreas. Todas as profissões serão transformadas. Não precisaremos mais de médicos, enfermeiros ou laboratoristas para tirar sangue, fazer ultrassom ou diagnósticos simples.

Na TI, o impacto da autmação crescente será a liberdade para ser mais estratégica.

“Encontrar, extrair e conformar toda essa informação para que ela possa ser usada para impulsionar a tomada de decisões tem sido uma tarefa complexa e intensiva há décadas”, diz Timo Elliott, vice-presidente e evangelista de inovação global da SAP. Com várias dessas etapas automatizadas, o pessoal de TI terá mais tempo para se dedicar à inovação e à integração das estratégias digital e corporativa.

Rapidez como o novo normal
Com a automação onipresente, a velocidade e a agilidade serão a chave. As organizações serão ágeis em sua essência, seja em vendas, finanças, jurídico e até no RH. Na TI, rapidaz pode ser traduzida na garantia de alinhamento e coesão de todos os componentes da infraestrutura (servidores, storage e rede) para permitir um modelo de operação mais ágil, bem como um ambiente de desenvolvimento e entrega contínua de aplicações. As iniciativas tecnológicas que costumavam demorar metade de uma década para serem disponibilizadas e adotadas, estarão em vigor em poucas semanas ou meses.

O Agile Manifesto passa a ser o princípio filosófico da TI e de toda a empresa.

Segurança como responsabilidade de todos

Junto com as oportunidades, a tecnologia em rápida mudança também apresenta novos problemas – tanto na identificação de obstáculos na segurança quanto na busca dos talentos para abordá-los.

“O cenário de ameaça à segurança continua a evoluir”, diz John Mandel, vice-presidente sênior de engenharia da Continuum. “CIOs e departamentos de TI que não se concentrarem nessas áreas descobrirão que este é um grande risco para seus negócios e precisarão ser diligentes na avaliação de novas ferramentas para proteger os negócios de novas ameaças.”.

Aos poucos, a segurança deixará de ser uma função isolada, para tornar-se um elemento integral do trabalho de todos.

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À medida que a tecnologia se torna um item cada vez mais significativo em todas as unidades de negócios, as empresas vão mudar a maneira como olham  para seus orçamentos – e como a tecnologia é desenvolvida e mantida pela organização como um todo.

Em muitas empresas, os serviços baseados em nuvem, incluindo aplicativos de marketing, estão fazendo com que os gastos com tecnologia se espalhem por todo o negócio. Anos atrás, o Gartner disse que as áreas de negócio gastariam mais na tecnologia do que os CIOs. Estamos vendo isso acontecer.

Em resumo, a TI não é mais um simples provedor de infraestrutura. Cloud computing, mobilidade, redes sociais e  BI/Analitics (Bigdata) não são mais tecnologias e conceitos exóticos: formam a plataforma-base para os negócios digitais, uma realidade presente em todas as verticais e em todas as geografias e e cada vez mais relacionada com a experiência do usuário. O foco de todos será na experiência do usuário – seja o funcionário, seja o cliente, seja o colaborador de um parceiro ou de um fornecedor desta empresa.

Resultado:  o que antes era definido em um orçamento puramente de TI agora será decidido por meio de um budget cooperado e colaborado com as áreas de Marketing e negócios, stakeholders do negocio digital.

Colaboração

A mudança sobre quam tem a chave do cofre não precisa significar uma mudança completa no poder. Espere uma colaboração mais profunda entre TI e outras unidades de negócio.

Carolyn April, diretora sênior de análise da indústria na CompTIA, diz que, além do orçamento tecnológico estar sendo espalhado na empresa, há evidências de que as divisões de negócios estão melhorando em trabalhar em conjunto para empregar novas tecnologias e, de forma surpreendentemente, a adoção da Shadow IT pode estar em declínio.

Todos os sinais indicam que o papel que as unidades de negócios não – TI desempenharão, tanto na tomada de decisões estratégicas quanto nas táticas de adoção de novas tecnologias,  só aumentará à medida que as empresas marcharem em direção à completa digitalização dos negócios”.

Agile como mantra corporativo

Não há nada particularmente importante sobre a necessidade de habilidades suaves e colaboração eficiente entre os departamentos. Mas há uma maneira de aplicar conceitos de tecnologia em todos os negócio para uma melhor comunicação.

Julia Davis, vice-presidente sênior e CIO da Aflac, diz que as pesquisas internas de satisfação do cliente da empresa de seguros subiram 40% ao introduzir práticas ágeis entre os departamentos.

“Ao integrar respresentantes das áreas de negócio em nossas equipes ágeis, aumentamos a colaboração e deslocamos a TI para um papel mais consultivo em vez de só tirar pedidos”, diz ela. “A colaboração com outros departamentos tem sido fundamental para o nosso sucesso. O principal motor disso é a nossa mudança para uma estrutura mais ágil “.

Espere mais empresas incorporando práticas e metodologias ágeis.

Flexibilidade

A vice-presidente da Booz Allen Hamilton, Angela Zutavern, é a co-autora do livro The Mathematical Corporation: onde a inteligência da máquina e a ingenuidade humana conseguem o impossível . No livro, ela e seu co-autor, Josh Sullivan, argumentam que uma parceria entre a inteligência da máquina e o intelecto humano formará o modelo de negócios do futuro. Mas para que esse modelo funcione, a flexibilidade é a chave.

“Os maiores avanços”, diz Zutavern, “virão da combinação de conhecimentos comerciais, conhecimentos técnicos e habilidades suaves. Os traços mais importantes para o sucesso da tecnologia nos negócios do futuro são flexibilidade na superação de contratempos e disposição para abandonar uma ideia que não está funcionando para experimentar algo novo “.

“Provavelmente veremos uma demanda crescente de habilidades” à prova de robô “que continuam a ser exclusivamente adequadas aos seres humanos. Muitas habilidades suaves tendem ser mais demandadas do que algumas das habilidades mais técnicas ou “difíceis”, diz Jeremy Auger, diretor de estratégia da Desire2Learn.

Em outras palavras, a adaptabilidade será muito mais vital para o futuro da TI.

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Simbiose

O Gartner lançou uma pesquisa sobre os termos mais hiperbólicos utilizados para descrever o futuro do trabalho, que freqüentemente incluem “perturbar, roubar ou ameaçar”. Mas a maioria dos profissionais de TI que ouvimos vê a automação criando novas oportunidades – contanto que possamos estabelecer um relacionamento simbiótico com as máquinas.

“Em última análise, qualquer coisa que tenha dados suficientes e padrões repetitivos pode acabar transformando-se em um processo orientado por IA”, diz Zutavern, da Booz Allen Hamilton. “As pessoas se concentrarão no trabalho de maior valor e menos nas tarefas mundanas. Outro deslocamento considerável é o que afeta as interações de toque, texto e conversa com os serviços de backend.

Paralelamente a esta evolução na base de como interagimos com as máquinas, haverá uma maior combinação entre humanos e inteligência de máquinas quando se trata de processos de negócios e tomada de decisões.

“Estamos vendo clientes iniciando pilotos para tomada de decisão complexa”, diz Zutavern.

Ubiquidade

Julie Woods-Moss, diretor de inovação da Tata Communications, vê a evolução da automação em estratégias digitais preparando o cenário para uma experiência de TI mais responsiva.

“A automação abrirá o caminho para um ambiente de TI mais simples e em tempo real, onde a pessoa certa – ou a máquina certa – poder obter a informação certa, no momento e lugar certos, acelerando o desenvolvimento e a implantação de novos serviços “, diz ela.

E esta capacidade de entregar rapidamente soluções técnicas específicas irá permear o negócio.

“Como os sistemas automatizados habilitados para APIs serão capazes de lidar com a maioria dos problemas de TI do dia-a-dia, a equipe de TI será liberada para se concentrar em inovar através de novas tecnologias e oferecer mais valor estratégico para diferentes linhas de negócios” Diz Woods-Moss.

Zutavern de diz que a inteligência da máquina é essencialmente uma nova forma de parceiro de negócios – e merece um assento na mesa da sala de reuniões.

“CIOs e outros líderes precisam se tornar mais confortáveis ​​com as máquinas que tomam decisões”, diz Zutavern. “Enquanto isso, eles devem permitir às unidades de negócios a flexibilidade para criar novas soluções que ainda não foram concebidas. Estamos vendo mais plataformas como serviço, que permitem que todos se unam para libertar o poder de seus dados para alimentar a criatividade, a inovação e uma cultura de experimentação “.

Fonte: CIO.com.br

A importância de uma cultura organizacional clara para os colaboradores

A cultura organizacional pode definir o sucesso ou o fracasso de uma companhia. E, como qualquer outra cultura, ela não é estanque, deve estar sempre aberta a mudanças e adaptações necessárias para enfrentar melhor os desafios que surgem no caminho da organização.

De qualquer forma, é fundamental que uma empresa tenha claro a sua cultura organizacional em todas as suas fases de amadurecimento. Primeiro é preciso definir e conhecer bem esta cultura para, só depois, comunicá-la para os colaboradores. São eles que, por sua vez, vão dar sentido para essa cultura organizacional e torná-la um elemento vivo na história da companhia.

A definição elementar de cultura organizacional é que ela representa a personalidade básica de uma empresa, os valores e as crenças da companhia. Essa personalidade acaba se refletindo, essencialmente, na forma com que a companhia atua e, consequentemente, nas expectativas para as ações dos seus colaboradores. Mais do que o que fazer, ela trata do como fazer para que a empresa chegue aos objetivos que ela deseja.

A cultura organizacional é uma “entidade complexa que sobrevive e evolui, principalmente, através de mudanças graduais de liderança, estratégia e por outras circunstâncias”, definiram Jon Katzenbach, diretor administrativo da PwC Estados Unidos, Carolin Oelschlegel, diretora do Katzenbach Center for Strategy, e James Thomas, líder do Katzenbach Center para o Oriente Médio nos temas cultura e liderança no artigo “10 Principles of Organizational Culture” publicada na Strategy Business.

Os especialistas no assunto definiram a cultura organizacional como o padrão de comportamento auto-sustentável que determina como as coisas são feitas na empresa. Essa definição já deixa claro como a cultura organizacional deve ser efetiva, ainda que dinâmica, e que ela tem a função fundamental de orientar os líderes e todas as outras pessoas da organização de como os processos e as entregas devem ser realizadas.

A cultura de uma organização vai definir todo o processo de busca de talentos e de formação de equipes. As pessoas que entrarem na empresa e aquelas que fazem parte da organização devem ter claro como “as coisas são feitas” para saber se estão alinhadas ou não com os valores e com as práticas daquela companhia.

Quando este alinhamento existe, fica muito mais fácil ter pessoas engajadas com a empresa e, com os mecanismos certos dentro da organização, motivadas para fazer as suas entregas ou superar desafios, metas e objetivos.

Três dimensões fundamentais da cultura

Existem três dimensões da cultura organizacional que afetam diretamente o alinhamento da empresa com os seus funcionários.

1. Lembretes simbólicos: artefatos que são visíveis para todas as pessoas da organização.

2. Comportamentos-chave: atos recorrentes dos colaboradores que acabam desencadeando outros comportamentos – sejam eles visíveis ou invisíveis.

3. Mentalidades: atitudes e crenças amplamente compartilhadas, mas que são invisíveis.

Na opinião de Katzenbach, Oelschlegel e Thomas, os comportamentos são o determinante mais poderoso para uma mudança real da cultura de uma organização. “O que as pessoas fazem importa mais do que o que elas pensam ou dizem”, explicam os especialistas.

Por isso mesmo, de acordo com eles, o primeiro a fazer é trabalhar para mudar os comportamentos mais críticos e que prejudicam o que se acredita ser o certo conforme a cultura organizacional. Depois que estes comportamentos mudarem, a mentalidade das pessoas vai acompanhar as novas práticas. “Ao longo do tempo, padrões e hábitos de comportamento que foram alterados podem produzir melhores resultados”, observaram.

A vantagem de trabalhar para isso é que quando as “forças de cultura positivas” estão em sintonia com as prioridades estratégicas da empresa, a companhia consegue tirar proveito da energia de como as pessoas sentem. “Isso acelera o movimento de uma empresa para ganhar vantagem competitiva ou recuperar as vantagens que foram perdidas”, explicam os especialistas.

De acordo com a pesquisa “The 2013 Culture & Change Management” feita pela PwC, 70% das empresas que utilizam a cultura organizacional de forma consciente disseram ter obtido melhoras no orgulho organizacional e maior comprometimento de suas equipes.

Confira 10 princípios apontados por Jon Katzenbach, Carolin Oelschlegel e James Thomas como importantes para uma organização implantar ou melhorar a própria cultura organizacional visando aumentar as chances de ter sucesso financeiro e operacional:

1. Trabalhe com e através das suas atuais situações culturas e tirando proveito delas;
2. Mude comportamentos primeiro – as mentalidades (mind-sets) vão acompanhar esta mudança;
3. Concentre-se em alguns comportamentos críticos e trabalhe com eles primeiro;
4. Tenha líderes informais autênticos – que são vistos com autoridade pelos demais;
5. Não deixe de fora do processo os seus líderes formais;
6. Faça a relação entre os comportamentos das pessoas e os objetivos da empresa;
7. Demonstre o impacto das mudanças rapidamente – cada pequena vitória conta;
8. Use métodos intraorganizacionais para tornar o processo “viral” – que se espalhe por toda a empresa;
9. Alinhe os esforços programáticos da companhia com os comportamentos das pessoas;
10. Gerencie a sua situação cultural de forma ativa ao longo do tempo.

Fonte: picmo.com.br